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Planejamento Encarnatório - 2890

Planejamento Encarnatório

Doutrina Espírita

planejamento encarnatorio 

 

 


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A palestra aborda o tema do planejamento reencarnatório, com base principal no capítulo 12 do livro Missionários da Luz, de André Luiz (psicografia de Chico Xavier), além de referências a O Livro dos Espíritos e outras obras espíritas.

Segundo a doutrina espírita, a reencarnação é o meio estabelecido por Deus para que o espírito alcance a perfeição e a felicidade, único determinismo da lei divina. Como não evoluímos em uma única existência, passamos por múltiplas encarnações, nas quais enfrentamos:

  • Provas (aprendizado e desenvolvimento de novas habilidades),

  • Expiações (reparação de erros do passado),

  • Missões (contribuição para o progresso coletivo).

A Terra é classificada como planeta de provas e expiações, onde predominam experiências ligadas ao reajuste moral.

O chamado “véu do esquecimento” é apresentado como mecanismo misericordioso, permitindo que espíritos envolvidos em conflitos do passado possam reencontrar-se sem o peso da memória consciente, favorecendo o desenvolvimento do amor e do perdão.

No plano espiritual, há equipes especializadas no planejamento reencarnatório, que organizam as linhas gerais da próxima existência: família, principais vínculos, profissão, desafios relevantes e até características físicas do corpo. Espíritos mais evoluídos participam ativamente do próprio planejamento; os menos conscientes recebem auxílio direto dos mentores.

O planejamento contempla apenas eventos estruturantes da vida, não detalhes cotidianos. Ele funciona como uma trilha, não um trilho: há um caminho ideal, mas o espírito pode desviar-se pelo uso do livre-arbítrio, gerando reprogramações ao longo da existência.


Não existe fatalismo absoluto nem liberdade irrestrita — o livre-arbítrio é proporcional ao grau de maturidade moral do espírito.

As reencarnações podem ter:

  • Interesse individual (foco no reajuste pessoal),

  • Interesse coletivo (impacto social ou familiar relevante).

Importante: não há planejamento para o mal. Atos negativos resultam de escolhas pessoais, nunca de determinação divina.

O critério para saber se estamos cumprindo nosso planejamento é simples e objetivo: viver segundo o ensinamento de Jesus —
amar a Deus, ao próximo e a si mesmo.

  • Amar a Deus: cultivar conexão espiritual e respeito à criação.

  • Amar ao próximo: praticar a caridade em ação, no cotidiano.

  • Amar a si mesmo: valorizar a vida e cuidar do corpo como instrumento sagrado.

A conclusão reforça que a felicidade é destino inevitável de todos os espíritos, mas o tempo para alcançá-la depende das escolhas feitas em cada existência.

Quanto mais alinhadas ao amor, mais breve será a jornada evolutiva.

 

 

 


Denise Lino - Planejamento Reencarnatório

 

 

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