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O Cirineu - 2889

O Cirineu

Doutrina Espírita

simao cirineu 

 

 


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O texto narra o episódio evangélico de Simão de Cirene, homem de origem grega que vivia em Jerusalém e foi compelido por um centurião romano a ajudar Jesus a carregar a cruz até o Gólgota.

Jesus, já exaurido pelas torturas e pela flagelação, não suportava mais o peso da cruz (aproximadamente 70 kg, segundo a narrativa mencionada).

Faltavam cerca de 500 metros para o local da crucificação quando Simão é convocado, sem possibilidade de recusa, devido à sua compleição física robusta.


Ao assumir a cruz, Simão presencia momentos decisivos da crucificação: o sofrimento de Jesus, a presença de Maria e João, as palavras de perdão — “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” — e o ensinamento da fraternidade universal ao confiar Maria a João.


Esse contato transforma profundamente Simão, sensibilizando-o espiritualmente.


A partir desse episódio, o texto desenvolve uma reflexão simbólica, sobretudo sob a ótica espírita:


1. A cruz como símbolo

  • Representa as provas e expiações da vida humana.
  • É emblema do sofrimento redentor e do processo de evolução espiritual.
  • Simboliza tanto as dificuldades individuais quanto o caminho de ascensão moral.

2. Provas e expiações

  • As dores podem ter causas atuais (erros, excessos, escolhas inadequadas) ou pretéritas (débitos espirituais).

  • A existência física é apresentada como escola regeneradora, oportunidade de resgate e reajuste.

  • A dor, quando compreendida à luz do Evangelho, torna-se instrumento de crescimento.

3. Bem-aventurados os aflitos

  • Inspirado no capítulo 5º de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

  • O sofrimento não é punição arbitrária, mas mecanismo educativo e purificador.

  • As provações testam a internalização real dos ensinamentos de Jesus (tolerância, paciência, perdão, caridade).

4. Dimensão pedagógica da prova

  • É fácil manter serenidade em “mar calmo”; a verdadeira assimilação do Evangelho é verificada nas tempestades.

  • Ingratidões, calúnias, perdas e dificuldades funcionam como aferidores do progresso moral.

  • Cada espírito enfrenta provas específicas, conforme suas necessidades evolutivas.

5. Transformação interior

  • O sofrimento pode ser visto como oportunidade de libertação de pendências espirituais.

  • Ao superar as provas com consciência e fé, o espírito retorna ao plano espiritual mais leve e amadurecido.

  • A evolução ocorre quando o indivíduo deixa de perguntar “por que comigo?” e passa a compreender o sentido educativo da experiência.


Síntese central:

O episódio de Simão Cireneu transcende o fato histórico e torna-se alegoria espiritual: todos somos chamados, em algum momento, a carregar nossa própria cruz — ou a auxiliar alguém a carregar a sua.


A cruz simboliza as provas necessárias à evolução moral, e o sofrimento, quando compreendido à luz do amor e do perdão ensinados por Jesus, converte-se em instrumento de crescimento espiritual.

 

 

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