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7 Planos Espirituais

 

Essa figura nos mostra o campo magnético da Terra dividido em SETE ESFERAS, seguindo a tradicional concepção dos sete céus de que nos falam os antigos estudiosos das coisas espirituais.

 

Na realidade, cada uma dessas divisões compreende outras, conforme asseguram os Espíritos.

Esferas espirituais da terra e mundos transitórios

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Conceito / Definição

☼ O UNIVERSO abrange todos os mundos (aqueles que vemos e os que não vemos) e seres (animados e inanimados), todos os astros que se movem no espaço e os fluídos que o preenchem.

ASTROS: são asteroides, cometas, estrelas, meteoros, planetas, palnetóides, satélites naturais, corpos celestes que órbitam o espaço

Corpo Celeste: é um termo que designa qualquer entidade física existente no espaço sideral. Podendo referir-se a um único objeto como a Lua, o Sol, ou um asteroide, como também a vários objetos que se mantêm unidos por forças gravitacionais, como galáxias, estrela dupla, ou o sistema solar.

PLANETA = Astros sem luz própria

FCU = FLUIDO (elemento semimaterial), CÓSMICO (pq está em todos os cosmos, espalhado por todo o espaço infinito e UNIVERSAL (pq é formador de todos os seres e coisas / MATÉRIA universal, geratriz primitiva)

ESTRELAS = Astros que têm luz própria, podem ser observados como ponto luminoso (SOL estrela de quinta grandeza)

CROSTA Terrestre é a camada mais externa da superfície terrestre, e tem espessura com cerca de 25 km (por volta de 6 km em algumas partes do assoalho oceânico e de 70 km nas regiões de cadeias montanhosas ).

Mundos transitórios: fazem parte dos corpos celestes, espalhados pelo Universo, podendo ser um planeta, um satélite ou algo similar. Somente habitados por Espíritos errantes (desencarnados). São áridos porque os seres que ali descançam de nada precisam.

A Terra já foi um mundo transitório durante sua formação. O conceito, pois, objetiva planetas, mundos, orbes. A superfície estéril desses planetas é estéril no plano físico (como na formação da Terra), sem empecilho de constituírem orbes utilizáveis em seus planos extrafísicos.

ESFERA: (grego sphaîra, -as, bola, globo). Representação dos círculos daesferaZona da esfera terrestre. Redondeza. Extensão de poder. Raio de ação.

COLÔNIAS: região e conjunto de indivíduos de alguma nacionalidade que se estabelecem em algum local diferente do seu. Região habitada por colonos; grupo de pessoas num local estranho,

Já regiões espirituais, também denominadas zonas, colônias ou esferas espirituais correspondem às coletividades desencarnadas existentes nos planos dos Espíritos e vinculadas a esse ou àquele planeta. O campo magnético da Terra seria, por exemplo, dividido em sete esferas:

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Das infinitas esferas da vida do Mundo Espiritual a literatura mediúnica espírita tem-nos informado de algumas, São:

  • ABISMO
  • TREVAS
  • ESFERAS TERRESTRES
  • UMBRAL
  • ZONA DE TRANSIÇÃO
  • ESFERAS SUPERIORES
  • ESFERAS RESPLANDESCENTES

 

Colonias espirituais são mundos transitorios?

Não, não são!

Colônias ou cidades espirituais transitórias são os locais existentes no plano extrafísico contíguo ao plano da matéria densa, nos quais habitam os Espíritos de condição mediana em estado de erraticidade.  Exemplo: Nosso Lar é uma colônia spiritual transitória, mas não é mundo transitório visto que mundo é planeta, mas da mesma forma (colonia ou mundo TRANSITÓRIOS) são utilizados somente por Espíritos desencarnados (errantes), como local de pouso, descanso e prepare ara próxima encarnação.

Em faixas vibratórias mais ligadas à Terra, estacionam, temporariamente, almas ainda vinculadas às sensações e problemas da vida física, uma vez que o peso específico de suas organizações perispirituais apresenta certa densidade que não lhes permite as grandes ascensões.

CONTEÚDO BÁSICO / RESUMO

Objetivos específicos:

1) Explicar o que são mundos transitórios

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Mundos Transitórios são PLANETAS destinados particularmente aos seres desencarnados errantes, ainda necessitados de reencarnações (portanto, Espíritos errantes), e intimamente ligados ao ambiente do próprio planeta (qualquer que seja) pelas ações cometidas no pretérito.

Mundos que lhes podem servir de habitação temporária, espécies de campos onde descansam de uma longa erraticidade, estado esse sempre um tanto penoso.

São, entre os outros mundos, posições intermediárias graduadas de acordo com a natureza dos Espíritos que a elas podem ter acesso e onde gozam de maior ou menor bem-estar.

Os mundos transitórios não se prestam à encarnação de seres corpóreos, porque estéril é neles a superfície e os que os habitam de nada precisam.

Essa esterilidade é, contudo, transitória. Esses mundos, como o nome indica, não teriam a superfície física eternamente estéril. Como tudo no Universo evolui, eles e os Espíritos são submetidos à lei do progresso.

Os Espíritos que se encontram nesses mundos podem deixá-los, a fim de irem para onde devam ir. Figuremo-los como bandos de aves que pousam numa ilha, para aí aguardarem que se lhes refaçam as forças, a fim de seguirem seu destino.

A Terra, por exemplo, já foi um mundo transitório “durante a sua formação”. Hoje é um planeta de expiação e provas, prestando-se, portanto, à encarnação e reencarnação de Espíritos necessitados de passar pelas vicissitudes que o planeta oferece.

 

2) Indentificar as principais características das esferas espirituais

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Regiões ou esferas espirituais localizam-se vizinhas à Crosta, no plano extrafísico.

Existem regiões ou esferas espirituais de diferentes graus evolutivos, caracterizando-se desde simples postos a verdadeiras cidades espirituais.

Essas regiões se dividem gradativamente em lugares de sofrimento e ignorância até aqueles onde o Espírito, em estado de maior entendimento, é feliz.

Considerando a penitência em sua feição expiatória, existem numerosos lugares de provações na esfera para nós invisível, destinados à regeneração e preparo de entidades perversas ou renitentes (teimoso, inconformado) no crime, a fim de conhecerem as primeiras manifestações do remorso e do arrependimento, etapas iniciais da obra de redenção. Estas fazem parte das chamadas zonas inferiores.

O fato de os Espíritos que fizeram  “O Livro dos Espíritos”  terem afirmado que a Terra foi um mundo transitório na sua formação planetária levou Kardec a dizer: “Assim, durante a dilatada sucessão dos séculos que passaram antes do aparecimento do homem na Terra durante os lentos períodos de transição que as camadas geológicas atestam, antes mesmo da formação dos primeiros seres orgânicos, naquela massa informe, naquele árido caos, onde os elementos se achavam em confusão, não havia ausência de vida.

Seres isentos das nossas necessidades, das nossas sensações físicas, lá encontravam refúgio. Quis Deus que, mesmo assim, ainda imperfeita, a Terra servisse para alguma coisa. Quem ousaria afirmar que, entre os milhares de mundo que giram na imensidade, um só, um dos menores, perdido no seio da multidão infinita deles, goza do privilégio exclusivo de ser povoado? Qual então a utilidade dos demais? Tê-los-ia Deus feito unicamente para nos recrearem a vista? Suposição absurda, incompatível com a sabedoria que esplende em todas as suas obras e inadmissível desde que ponderemos na existência de todos os que não podemos perceber”.

Segundo Emmanuel (O Consolador, de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier, pergunta 244)

podemos conceituar de três maneiras, para efeito de estudo, a palavra “moradas” mencionada no Evangelho de Jesus:

  1. a) Os mundos que formam o Universo, onde outras humanidades realizam a marcha evolutiva.
  2. b) As diversas zonas espirituais superiores ou inferiores, além das fronteiras físicas, onde a vida palpita com a mesma intensidade das metrópoles humanas.
  3. c) Os vários departamentos da mente, onde se demoram pensamentos e reações, dramas e tragédias, anseios e realidades do Espírito.

Ninguém poderá imaginar quantos mundos habitados realmente existem, mas nenhum  espírita põe  em dúvida que inúmeras humanidades vivem nesses mundos, felizes, uns, infelizes, outros.

Os departamentos da mente são outras tantas “moradas individuais”, como repositório das realizações mais ou menos felizes das inteligências encarnadas ou desencarnadas. Mais tarde a ciência humana envolverá em cirurgia psíquica, tanto quanot hoje envolve  atécnica operatória, visando o corpo material. O medico do future desenhtranhará um labirinto mental com a mesma facilidade que hoje extrai um apêndic. O remédio salutar para tratamento das desarmonias do Espírito sera a compreensao e amor retirados do próprio curacao. Livro entre a Terra e o Céu – André Luiz, pág 89

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Comunidades redimidas (Redimir significa readquirir, adquirir de novo, reconquistar aquilo que se havia perdido). No que toca às diversas regiões espirituais, sabemos que comunidades redimidas habitam zonas mais elevadas da espiritualidade. Como tudo no Universo evolui, eles e os Espíritos são submetidos à lei do progresso. Os Espíritos que se encontram nesses mundos podem deixá-los, a fim de irem para onde devam ir.

Conclusão

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Desprendido dos laços materiais, e mais ou menos depurado o Espírito, variarão ao infinito o meio em que este se encontre, o aspecto das coisas, as sensações que exprimente, as percepções que tenha.

O mundo espiritual para onde vamos após a morte, consiste de várias esferas, representando outros tantos graus de luminosidade e de felicidade; cada um de nós irá para aquela a que se adapta a nossa condição espiritual. Arthur Conan Doyle: História do espiritismo. Cap. 1, p. 38.

Enquanto uns não se podem afastar do mundo onde viveram (permanecendo nas faixas vibratórias mais ligadas ao planeta / mundo onde estivesse encarnado), estacionam temporariamente, ligados ainda aos problemas da vida física uma vez que o peso específico de suas organizações perispirituais apresenta certa densidade que não lhes permite as grandes ascensões; outrosse elevam e percorrem o espaço e os mundos. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. Cap. 3, item 2.

Os Espíritos Superiores nos esclarecem que há esferas de vida em toda parte, o vácuo sempre há de ser mera imagem literária.

Em tudo há energias viventes e cada espécie de seres funciona em determinada zona da vida.

Há, de fato mundos que servem de estações ou pontos de repouso aos Espíritos errantes?

R: Sim! Há mundos particularmente destinados aos seres errantes, planetasque lhes podem servir de habitação temporária, onde descansem e se preparem para nova reencarnação. São entre os outros mundos, posições intermédias, graduadas de acordo com a natureza dos Espíritos que a elas podem ter acesso e onde eles gozam de maior ou menor bem-estar. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 234.

Durante a estada nessas localidades os Espíritos progridem, porque os que vão a tais mundos levam o objetivo de se instruírem e de poderem mais facilmente obter permissão para passar a outros lugares melhores e chegar à perfeição que os eleitos atingem.4

Colonias espirituais são mundos transitorios?

Não, não são!

Colônias ou cidades espirituais transitórias são os locais existentes no plano extrafísico contíguo ao plano da matéria densa, nos quais habitam os Espíritos de condição mediana em estado de erraticidade. Exemplo: Nosso Lar é uma colônia espiritual transitória, mas não é mundo transitório visto que mundo é planeta, mas da mesma forma (colonia ou mundo TRANSITÓRIOS) são utilizados somente por Espíritos desencarnados (errantes), como local de pouso, descanso e prepare ara próxima encarnação.

SUBSÍDIOS

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  1. Esferas espirituais da terra – correspondem às coletividades desencarnadas existentes nos planos dos Espíritos e vinculadas a esse ou àquele planeta. O campo magnético da Terra seria, por exemplo, dividido em sete esferas.

Ensina-nos Jesus: Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vos teria dito, pois vou preparar-vos o lugar, e quando for e vos tiver pre- parado o lugar, virei novamente e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também, e para onde vou, conheceis o caminho. (João, 14:2- 4)

Segundo a Doutrina Espírita, estas palavras de Jesus se aplicam tanto aos diferentes mundos habitados no Universo quanto aos planos evolutivos existentes no nosso planeta, objeto de estudo neste roteiro. Interpretando, porém, o ensinamento de Jesus podemos dizer que a casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos. Independente da diversidade dos mundos, essas palavras de Jesus também podem referir-se ao estado venturoso ou desgraçado do Espírito na erraticidade. Conforme se ache este mais ou menos depurado e desprendido dos laços materiais, variarão ao infinito o meio em que ele se encontre, o aspecto das coisas, as sensações que experimente, as percepções que tenha.

Enquanto uns não se podem afastar da esfera onde viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundos; enquanto alguns Espíritos culpados erram nas trevas, os bem- aventurados gozam de resplendente claridade e do espetáculo sublime do Infinito; finalmente, enquanto o mau, atormentado de remorsos e pesares, muitas vezes insulado, sem consolação, separado dos que constituíam objeto de suas afeições, pena sob o guante dos sofrimentos morais, o justo, em convívio com aqueles a quem ama, frui as delícias de uma felicidade indizível. Também nisso, portanto, há muitas moradas, embora não circunscritas, nem localizadas.1

O Espírito André Luiz nos presta inúmeras informações sobre a vida no plano espiritual. Esclarece que são mundos sutis, dentro dos mundos grosseiros, maravilhosas esferas que se interpenetram.24

Tais esferas espirituais permanecem invisíveis ao ser humano encarnado, no atual estágio evolutivo em que nos encontramos, em primeiro lugar pelas naturais limitações biológicas da nossa visão física, segundo em razão do pouco desenvolvimento das nossas faculdades espirituais.25

Num esforço de síntese apresentamos, em seguida, as principais características das esferas espirituais existentes no além-túmulo.

1.1 Elementos constitutivos das esferas espirituais

No plano espiritual, o homem desencarnado vai lidar, mais diretamente, com um fluido vivo e multiforme, estuante e inestancável, a nascer-lhe da própria alma, de vez que podemos defini-lo, até certo ponto, por subproduto do fluido cósmico, absorvido pela mente humana, em processo vitalista semelhante à respiração, pelo qual a criatura assimila a força emanante do Criador, esparsa em todo o Cosmo, transubstanciando-a, sob a própria responsabilidade, para influenciar na Criação, a partir de si mesma.

Esse fluido é seu próprio pensamento contínuo, gerando potenciais energéticos com que não havia sonhado. Decerto que na esfera nova de ação, a que se vê arrebatado pela morte, encontra a matéria conhecida no mundo, em nova escala vibratória.

Elementos atômicos mais complicados e sutis, aquém do hidrogênio e além do urânio, em forma diversa daquela que se caracterizam na gleba planetária, engrandecem-lhe a série estequiogenética [tabela estequiométrica ou Tabela periódica dos elementos químicos]. O solo do mundo espiritualestruturados por esses elementos, todos eles raiando na quintessência, corresponde ao peso específico do Espírito, e, detendo possibilidades e riquezas virtuais, espera por ele a fim de povoar-se de glória e beleza .8

1.2 Condições ambientais das esferas espirituais

Na moradia de continuidade para a qual se transfere, encontra, pois, o homem as mesmas leis de gravitação que controlam a Terra, com os dias e as noites marcando a conta do tempo, embora os rigores das estações estejam suprimidos pelos fatores de ambiente que asseguram a harmonia da Natureza, estabelecendo clima quase constante e quase uniforme [isto em se tratando das esferas de me- diana e superior evolução].

Plantas e animais domesticados pela inteligência humana, durante milênios, podem ser aí aclimatados e aprimorados, por deter- minados períodos de existência, ao fim dos quais regressam aos seus núcleos de origem no solo terrestre, para que avancem na romagem evolutiva, compensados com valiosas aquisições de acrisolamento, pelos quais auxiliam a flora e a fauna habituais à Terra, com os benefícios das chamadas mutações espontâneas.

As plantas, pela configuração celular mais simples, atendem, no plano extrafísico, à reprodução limitada, aí deixando descendentes que, mais tarde, volvem também à leira do homem comum. Ao longo dessas vastíssimas regiões de matéria sutil que circundam o corpo ciclópico (Definição dada a grandes elementos (obras) da arquitetura pré conteporânea. Comparando a grandiosidade das obras com a força e vigor físico dos Ciclops) do Planeta, qual se observa na crosta da própria Terra, a estender-se da superfície continental até o leito dos oceanos, começam as povoações felizes e menos felizes, tanto quanto as aglomerações infernais de criaturas desencarnadasque, por temerem as formações dos próprios pensamentos, se refugiam nas sombras, receando ou detestando a presença da luz. 9

1.3 Esferas espirituais das regiões de trevas localizado abaixo da crosta terrestre

115 Os Espíritos Superiores nos esclarecem que há esferas de vida em toda parte, o vácuo sempre há de ser mera imagem literária.

Em tudo há energias viventes e cada espécie de seres funciona em determinada zona da vida.18 Chamamos Trevas as regiões mais inferiores que conhecemos.17

São regiões (ou esferas) espirituais situadas abaixo e na superfície do globo terráqueo, também conhecidas como abismo ou regiões abismais. 17 22

ABISMO – Região Espiritual de padecimentos inenarráveis, destinada a Espíritos que tenham cometido os mais graves crimes contra as Leis Divinas. Os Espíritos vinculam-se conscencialmente à região e aglutinam-se em “Vales” ou “Áreas”, consoantes os erros grosseiros que tenham cometido na última reencarnação.

TREVAS Região Espiritual desprovida de qualquer luminosidade, constituindo morada de Espíritos ainda envolvidos pelas mais diversas vibrações do mal e que tenham tido comportamento moral condenável em suas oportunidades reencarnatórias.

Transitando por essas regiões, em trabalho de auxílio, o Espírito André Luiz nos relata suas impressões sobre tais paragens espirituais: Vagavam no espaço estranhos sons. Ouvia perfeitamente gritos de seres selvagens e, em meio deles, dolorosos gemidos humanos, emitidos, talvez, a imensa distância… Aves de monstruosa configuração, mais negras do que a noite, de longe em longe se afastavam do nosso caminho, assustadiças. E embora a sombra espessa, observava alguma coisa da infinita desolação ambiente. Após alguns minutos de marcha, surgiu-nos a Lua, como bola sangrenta, através do nevoeiro, espalhando escassos raios de luz. Poderíamos identificar, agora, certas particularidades do terreno áspero. Atingimos zona pantanosa, em que sobressaía rasteira vegetação. Ervas mirradas e arbustos tristes assomavam indistintamente do solo.

Fundamente espantado, porém, ao ladear imenso charco, ouvi soluços próximos. Guardava a nítida impressão de que as vozes procediam de pessoas atoladas em repelentes substâncias, tais as emanações desagradáveis que pairavam no ar. Oh! que forças nos defrontavam, ali! A treva difusa não deixava perceber minudências; todavia, convencera-me da existência de vítimas vizinhas de nós, esperando-nos amparo providencial.21

1.4 Esferas espirituais do umbral

UMBRAL – É uma região espiritual que começa na crosta terrestre na qual se concentra tudo o que não tenha finalidade para a vida superior. É a região para esgotamento de resíduos mentais; uma zona purgatorial, os Espíritos aí confinados julgam-se injustiçados e sentem-se desesperançados por não terem encontrado na Vida Maior aquilo que suas crenças religiosas divulgaram.

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Nas localidades umbralinas mais próximas da Crosta o clima é, pre- dominantemente, frio, pela ausência de luz solar. Ventania sopra em todas as direções. A topografia ambiental forma um conjunto de paisagens misterio- sas ou lúgubres, que observamos em alguns filmes. Há picos altíssimos, que se assemelham a agulhas de treva. Nos precipícios e abismos encontramos esquisita vegetação. Aves de aspecto horripilante enchem o silêncio de pios angustiantes.23

Umbral “É a zona obscura de quantos no mundo não se resolveram atravessar as portas dos deveres sagrados, demorando-se no vale da indecisão ou no pântano dos erros numerosos 13.

Funciona como região de esgotamento de resíduos mentais, uma espécie de zona purgatorial, onde se queima a prestações o material deteriorado das ilusões que a criatura adquiriu por atacado, menos- prezando o sublime ensejo de uma existência terrestre.

Pelo pensamento os homens encontram no Umbral os companheiros que afinam com as tendências de cada um.”

A primeira esfera o UMBRAL “grosso”, mais materializado de regiões purgatoriais mais dolorosas e de cujas organizações comunitárias, conquanto estejam tão próximas, temos notícias que lá reside a maioria dos desencarnados do planeta.

Concentra-se, aí, tudo o que não tem finalidade para a vida superior.

Ex: Vingança, Ódio, Inveja, Rancor, Raiva, Orgulho, Soberba, Vaidade, Ciúme, etc.

Há legiões compactas de almas irresolutas e ignorantes, que não são suficientemente perversas para serem enviadas a colônias de reparação mais dolorosa, nem bastante nobres para serem enviadas a planos de elevação.

Representam fileiras de habitantes do Umbral, companheiros imediatos dos homens encarnados, separados deles apenas por leis vibratórias.

Não é de estranhar, portanto, que semelhantes lugares se caracterizem por grandes perturbações.14

Lá vivem, agrupam-se, os revoltados de toda espécie. Formam, igualmente, núcleos invisíveis de notável poder, pela concentração das tendências e desejos gerais.  É zona de verdugos e vítimas, de exploradores e explorados.

A zona inferior a que nos referimos é qual a casa onde não há pão: todos gritam e ninguém tem razão.

A segunda esfera abriga o UMBRAL, “mais ameno”, onde os Espíritos do Bem localizam com mais amplitude sua assistência, e onde estão situadas as “moradias”

A terceira esfera a rigor ainda faz parte do UMBRAL, pois, sendo de transição, abriga Espíritos necessitados de reencarnação.  Mesmo no Umbral nunca falta proteção divina. Cada Espírito lá permanece o tempo que se faça necessário. Para isso Jesus permitiu que se erguessem muitas colônias como Nosso Lar, consagradas ao trabalho e ao socorro espiritual”

1.5 Esferas espirituais de transição

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ZONAS DE TRANSIÇÃO – São colônias espirituais inseridas no Umbral, quais fossem oásis nos desertos. Os Espíritos que conseguem alcançá-las, por méritos conscienciais, nelas encontram amparo e assistência podendo reajustar-se e até mesmo evoluir.

Estão situadas acima do Umbral e abaixo das regiões superiores. Como exemplo, citamos a Colônia espiritual “Nosso Lar”.

Nela ainda existe sofrimento, mas os seus habitantes, de evolução mediana, são mais esclarecidos.

Essa posição espiritual favorece a natureza, caracterizada por belezas e harmonias inexistentes nos planos inferiores.

A Colônia possui várias avenidas enfeitadas de árvores frondosas. O ar aí é puro, e a atmosfera é de profunda tranquilidade espiritual. Não há, porém, qualquer sinal de inércia ou de ociosidade, visto que as vias públicas estão sempre repletas de entidades numerosas em constantes atividades, indo e vindo.11 O Esprito André Luiz nos relata as suas impressões do ambiente de Nosso Lar, quando lá chegou: O bosque, em floração maravilhosa, embalsamava o vento fresco de inebriante perfume. Tudo em prodígio de cores e luzes cariciosas. Entre margens bordadas de grama viçosa, toda esmaltada de azulíneas flores, deslizava um rio de grandes proporções. A corrente rolava tranquila, mas tão cristalina que parecia tonalizada em matiz celeste, em vista dos reflexos do firmamento. Estradas largas cortavam a verdura da paisagem. Plantadas a espaços regulares, árvores frondosas ofereciam sombra amiga, à maneira de pousos deliciosos, na claridade do Sol confortador. Bancos de caprichosos formatos convidavam ao descanso.12

A Colônia, que é essencialmente de trabalho e realização, divide-se administrativamente em seis Ministérios, orientados, cada qual, por doze ministros.

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São os Ministérios

  • da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação, do Esclarecimento,
  • da Elevação e da União Divina.

Os quatro primeiros aproximam-se das esferas terrestres, e os dois últimos ligam-se ao plano Superior, visto que a cidade espiritual é zona de transição. Os serviços mais grosseiros localizam-se no Ministério da Regeneração, e os mais sublimes, no da União Divina.

1.6 Esferas espirituais superiores

São regiões de felicidade , onde estacionam Espíritos devotados de grande elevação moral , lá habitam os Bons Espíritos e os Espíritos Superiores.

Trata-se de regiões espirituais que, para as pessoas que desconhecem a realidade do além-túmulo, são consideradas verdadeiros paraísos. Exprimem, na verdade, diferentes graus de purificação e, por conseguinte, de felicidade.7

André Luiz nos relata a inesquecível experiência vivida numa esfera espiritual para onde foi conduzido, durante o sono, enquanto o seu perispírito repousava no leito, em Nosso Lar. O que aconteceu com este amigo espiritual foi assim, segundo suas próprias palavras: Daí a instantes, sensações de leveza invadiram-me a alma toda e tive a impressão de ser arrebatado em pequenino barco, rumando a regiões desconhecidas. Para onde me dirigia? Impossível responder. A meu lado, um homem silencioso sustinha o leme. E qual criança que não pode enumerar nem definir as belezas do caminho, deixava-me conduzir sem exclamações de qualquer natureza, extasiado embora com as magnificências da paisagem. Parecia-me que a embarcação seguia célere, não obstante os movimentos de ascensão. Decorridos minutos, vi-me à frente de um porto maravilhoso, onde alguém me chamou com especial carinho:

— André!… André!… Desembarquei com precipitação verdadeiramente infantil. Reconheceria aquela voz entre milhares. Num momento, abraçava minha mãe em transbordamentos de júbilo. Fui conduzido, então, por ela, a prodigioso bosque, onde as flores eram dotadas de singular propriedade – a de reter a luz, revelando a festa permanente do perfume e da cor. Tapetes dourados e luminosos estendiam-se, dessa maneira, sob as grandes árvores sussurrantes ao vento. Minhas impressões de felicidade e paz eram inexcedíveis.16

As esferas superiores, à semelhança das inferiores, apresentam diferentes graus de elevação espiritual.

As comunidades redimidas, Asclépios, por exemplo, formam um conjunto do Plano dos Imortais. Estão situadas nas regiões mais elevadas da região espiritual da Terra.19

O habitante dessas esferas vive muito acima de nossas noções de forma, em condições inapreciáveis à nossa atual conceituação da vida. Já perdeu todo o contacto direto com a Crosta Terrestre e só poderia fazer-se sentir, por lá, através de enviados e missionários de grande poder.20

No livro “Voltei”, de Irmão Jacob, o autor nos fala de uma colônia espiritual situada em esferas mais elevadas: “A estrada que percorríamos marginava-se de flores, algumas delas como que talhadas em radiosa substância, o que convertia a paisagem numa cópia do firmamento.  Árvores próximas pareciam cobertas de estrelas. A que país, afinal, fora eu arrebatado pela morte? Teria subido a Terra ao Céu ou teria o Céu baixado para a Terra?  Vi desdobrar-se ante meus olhos enlevados a paisagem florida e brilhante de um burgo feliz. Atravessávamos extensas e formosas avenidas marginadas por vegetação caprichosa e linda, quando tive o contentamento de ver alguns pássaros marcados por peregrina beleza. Cantavam estáticos, glorificando a Divindade”.

ESFERAS RESPLANDESCENTES – Regiões Espirituais onde impera a bondade , a confiança e a felicidade verdadeiras. No livro RENÚNCIA ditado pelo Esp. Emmanuel médium FCX , é descrita a paragem espiritual a que está vinculado o Espírito ALCÍONE , são paisagens que nossa pobre imaginação não consegue nem sonhar.

  1. Mundos transitórios

São mundos particularmente destinados aos seres errantes, planetas que lhes podem servir de habitação temporária, espécies de bivaques (acampamentos), de campos onde descansem de uma demasiado longa erraticidade, estado este sempre um tanto penoso. São, entre os outros mundos, posições intermédias, graduadas de acordo com a natureza dos Espíritos que a elas podem ter acesso e onde eles gozam de maior ou menor bem-estar.2

A Doutrina Espírita esclarece: os Espíritos que se encontram nesses mundos podem deixá-los, a fim de irem para onde devam ir. Figurai-os como bandos de aves que pousam numa ilha, para aí aguardarem que se lhes refaçam as forças, a fim de seguirem seu destino.3

Durante a estada nessas localidades os Espíritos progridem, porque os que vão a tais mundos levam o objetivo de se instruírem e de poderem mais facilmente obter permissão para passar a outros lugares melhores e chegar à perfeição que os eleitos atingem.4

Dois pontos merecem ser destacados, em relação a tais mundos:

  1. Não se conservam perpetuamente destinados a receber Espíritos errantes: a condição deles é meramente temporária.5

A Terra, por exemplo, já foi um mundo transitório “durante a sua formação”. Hoje é um planeta de expiação e provas, prestando-se, portanto, à encarnação e reencarnação de Espíritos necessitados de passar pelas vicissitudes que o planeta oferece.

  1. b)  Seres corpóreos não habitam esses mundos, pois a superfície estéril
 não favorece a reencarnação. Entretanto, esta esterilidade é também temporária, em razão da evolução natural do mundo.6

Temos, assim, no Espaço Incomensurável, planetas que se destinam somente aos Espíritos errantes (não encarnados) que são mundos-berços e mundos-experiências, mundos-universidades e mundos-templos, mundos-oficinas e mundos reformadoresmundos-hospitais e mundos-prisões.26

Dessa forma, a morte a ninguém propiciará passaporte gratuito para a ventura celeste. Nunca promoverá compulsoriamente homens a anjos.

Cada criatura transporá essa aduana da eternidade com a exclusiva bagagem do que houver semeado, e aprenderá que a ordem e a hierarquia, a paz do trabalho edificante, são característicos imutáveis da Lei, em toda parte.

Ninguém, depois do sepulcro, gozará de um descanso a que não tenha feito jus, porque “o reino do Senhor não vem com aparências externas”.10 [Lucas, 17:20]

PRECE

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Deus glorificamos Tua presciência, que tudo sabe com antecipação, que nada Cria sem função ou propósito.

Originou mundos tantos quantos as diversas naturezas do Espírito.

E da mesma maneira que nos possibilita encontrar variados mundos para vivermos encarnados (primitivo, provas e expiações, regeneradores, felizes e celestes), o mesmo se dá na erraticidade onde podemos alcançar no espaco incomensurável….mundos-berços e experiencias  mundos-hospitais e prisões,  mundos-oficinas e reformadores, mundos-universidades e templos

E dessa forma nos propicia incursionar entre esses 2 mundos maiores (da matéria e do Espírito), não simplesmente aguardando o periodo de uma encarnação para outra, mas nos beneficiando dessas estações transitórias de encontro e aprendizado com nossos irmãos mais evoluídos.

Agradecemos pois, que em todas as Tuas moradas logramos preciosas oportunidades de progresso.

Mas devemos nos lembrar que em nenhum desses mundos podemos ter um passaporte gratuito para a ventura para o qual nos Criou.

Necessitamos conquistar o visto de entrada e saída, através do serviço no bem, fazendo uma mudança mais profunda, uma viagem mais longa, nos tranformando em nosso foro intimo, pois é lá que estáo instalados nossos pensamentos, nossos sentimentos, hábitos e ações, enquanto também contribuímos na melhoria do exterior, no mundo em que estivermos consagrados.

E assim… quando tivermos realizado a soma do progresso que o estado desse mundo comporta, vamos para outro mais adiantado onde podemos adquirir novos conhecimentos.

Rogamos que de viagem em viagem possamos chegar ao preceito do Cristo que coloca o amor ao próximo como sendo o coração da vida, que manda conferir a cada um segundo as próprias obras.

Todos concorrendo ao objetivo final da Providênica Divina.

Que assim seja!

 

ANEXO

Apresentar, as seguintes palavras de Kardec, com respeito à situação dos Espíritos após a desencarnação: Enquanto uns não se podem afastar da esfera onde viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundos […]. O evangelho segundo o espiritismo. Cap. 3, item 2.

O mundo espiritual para onde vamos após a morte, consiste de várias esferas, representando outros tantos graus de luminosidade e de felicidade; cada um de nós irá para aquela a que se adapta a nossa condição espiritual. Arthur Conan Doyle: História do espiritismo. Cap. 1, p. 38.

Esferas múltiplas de atividade espiritual interpenetram-se nos diversos setores da existência. A morte não extingue a colaboração amiga, o amparo mútuo, a intercessão confortadora, o serviço evolutivo.

Fazer, a seguir, correlação das idéias aí contidas com a situação vivida pelas principais

 

REFERêNcIAS BIBlIOgRáFIcAS

  1. KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 124. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 3, item 2, p.76.

  2. ______. Livro dos espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 91.ed. Rio de Janeiro: FEB, 2007, questão 234, p. 181.
3. ______. Questão 234-a, p. 181.
 4. ______. Questão 235, p. 181.
 5. ______. Questão 236, p. 181.
 6. ______. Questão 236-a/b, p. 181.
 7. ______. Questão 1017, p. 181-182.

  3. XAVIER, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo. Evolução em dois mundos.Pelo Espírito André Luiz. 25. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2007. Primeira parte, cap. 13 (Alma e fluidos) item: Fluido vivo, p.119-120.
 9. ______. Item:Vida na espiritualidade, p. 120-122.

  4. XAVIER, Francisco Cândido. No mundo maior. Pelo Espírito André Luiz. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006.Prefácio de Emmanuel, p. 9.

  5. ______. Nosso lar. Pelo Espírito André Luiz. 59. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2007. cap. 8 (Organização de serviços), p.55-59.
 12. ______. Cap.10 (No bosque das águas), p.68.
13. ______. Cap. 12 (O Umbral), p. 79-80.
 14. ______. p. 81.
15. ______. p. 82.
16. ______. Cap.36 (O sonho), p. 232-233.
17. ______. Cap.44 (As trevas), p. 291.
18. ______. p. 293.

  6. ______. Obreiros da vida eterna. Pelo Espírito André Luiz. 33. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2007. Cap. 3 (O sublime visitante), p.59-60. 20. ______. p.60. 21. ______. Cap. 6 (Dentro da noite), p.102-103.
 22. ______. Cap. 7 (Leitura mental), p. 143 – último parágrafo.

  7. ______. Os mensageiros. Pelo Espírito André Luiz. 44. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2007. Cap. 15 (A viagem), p. 99. 24. ______. p. 100. 25. ______. p. 100-101.

  8. ______. Religião dos espíritos. Pelo Espírito Emmanuel. 20. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2007. Capítulo: (Pluralidade dos mundos habitados), p. 220.

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Programa complementar · Módulo I · roteiro 6

 

SITES Resultados da pesquisa

Mundos transitórios – O CONSOLADOR

http://www.oconsolador.com.br/28/esde.html

Mundos Transitórios | O Livro dos Espíritos questões 234 a 236

https://livrodosespiritos.wordpress.com/mundo…espiritos/…espirita/ii-mundos-transito

http://www.forumespirita.net/fe/o-livro-dos-espiritos/colonias-espirituais-sao-mundos-transitorios/#ixzz4D3SdCO00

Esferas Espirituais | Compreendendo o Espiritismo

 

 

Fonte : https://geamorfraterno.wordpress.com/2016/07/04/esde-tomo-unico-modulo-i-vida-no-mundo-espiritual-roteiro-6/

 

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