
O professor de línguas explicou-nos que muito do Novo Testamento foi originalmente escrito em grego e que os gregos usavam várias palavras diferentes para descrever o multifacetado fenômeno do Amor.
Uma dessas palavras: eros da qual deriva a palavra erótico significa os sentimentos baseados em atração sexual e desejo ardente.
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Outra palavra para amor, storgé, é afeição, especialmente com a família e entre seus membros.
Nem eros nem storgé aparecem nas escrituras do Novo Testamento.
Outra palavra grega para amor era philos, ou fraternidade, amor recíproco.
Uma espécie de amor condicional, do tipo "você me faz o bem e eu faço o bem a você"
Finalmente, os gregos usavam o substantivo ágape e o verbo correspondente agapaó para descrever um amor incondicional, baseado no comportamento com os outros, sem exigir nada em troca.
E o amor da escolha deliberada.
Quando Jesus fala de amor no Novo Testamento usa a palavra Agapé, um amor traduzido pelo comportamento e pela escolha, não o sentimento do amor.
Jesus Cristo não queria dizer que nós devemos fazer de conta que as pessoas ruins não são ruins ou nos sentir bem a respeito de pessoas que agem indignamente.
O que ele queria dizer era que devemos nos comportar bem em relação a elas, porque nem sempre podemos controlar o que sentimos pelas pessoas mas podemos controlar como nos comportamos em relação a elas.
Os sentimentos podem variar mas o comportamento perante as pessoas deve ser sempre amoroso.
Por exemplo, meu vizinho talvez seja difícil e eu posso não gostar muito dele, mas posso me comportar amorosamente perante ele, ou seja, ser paciente, honesto, respeitoso, embora ele opte por comportar-se mal, porque amor segundo Jesus são as qualidades adquiridas pela pessoa e estas se resumem nas virtudes como Paciência, Bondade, Humildade, Respeito, Generosidade, Perdão, Honestidade, Compromisso, Lealdade, Sinceridade,Tolerância.
Esta é a definição de Amor Ágape e Jesus dizia que em essência o amor é paciente, é bom, não se gaba nem é arrogante.
Não se comporta inconvenientemente, não quer tudo para si, não condena por causa de um erro cometido, não se regozija com a maldade, mas com a verdade, suporta todas as coisas, aguenta tudo.
O Amor nunca falha.
Tudo isso resumindo não são sentimentos, são comportamentos que todos devemos ter uns para com os outros de onde deriva o sentimento de Amor Ágape, significando que pela escolha vamos amar aqueles que são próximos ou distantes de nossos comportamentos da mesma forma.
Por isso Jesus afirmou que devemos amar nosso próximo como a nós mesmos e amar os nossos inimigos.
Vamos definir os comportamentos:
Paciência- mostra controle em face das adversidades;
Bondade - dar apreciação, incentivar, dar atenção;
Humildade - ser autêntico, sem pretensão, orgulho ou arrogância;
Respeito - tratar todas as pessoas como se fossem importantes, sem distinção de classe...
Abnegação - satisfazer as necessidades dos outros. - ter espírito de serviço...
Perdão - desistir do ressentimento quando enganado - perdoar não significa desconhecer as coisas ruins que aconteceram, nem deixar de lidar com elas à medida que surgem, mas ter um comportamento positivo, ser aberto, honesto e direto com as pessoas, mas sempre de maneira respeitosa;
Perdoar é desapegar-se de qualquer resquício de ressentimento;
Honestidade - ser e viver livre de enganos; não viver de mentiras;
Compromisso - ater-se às suas escolhas comprometendo-se a cumpri-las bem;
Sacrifício - ou seja amar, servir, doar e até sacrificar-se pelos outros identificando e atendendo suas legítimas necessidades.
É essa a definição de Amor segundo Jesus;
E foi exatamente o que Ele fez por todos nós...
Texto resumido do livro
O Monge e o Executivo - Leia Aqui!
(James Hunter)
Jesus Cristo não queria dizer que nós devemos fazer de conta que as pessoas ruins não são ruins ou nos sentir bem a respeito de pessoas que agem indignamente.
Essa ideia é compatível com muitas interpretações do ensinamento de Jesus Cristo, inclusive dentro do Espiritismo.
No Evangelho, amar o próximo não significa:
- aprovar injustiças;
- negar o mal;
- aceitar abusos passivamente;
- fingir que atitudes destrutivas são boas.
O que Jesus propõe é outra coisa: não alimentar ódio, vingança ou desumanização, mesmo reconhecendo o erro.
O próprio Jesus:
- criticou hipocrisias;
- expulsou vendedores do templo;
- confrontou abusos religiosos;
- chamou atenção para comportamentos morais destrutivos.
Ou seja, ele não tratava o mal como se fosse bem.
Na visão espírita, costuma-se fazer distinção entre:
- condenar a pessoa como espírito eterno;
- reconhecer que determinadas ações são inferiores moralmente.
O espírito pode estar em erro sem deixar de ser um ser em evolução.
Por isso, amar alguém não significa:
- confiar cegamente;
- permanecer em relações abusivas;
- permitir manipulação;
- abandonar discernimento.
Você pode:
- impor limites;
- se afastar;
- denunciar injustiças;
- proteger sua integridade;
- reconhecer que alguém está agindo de forma nociva,
sem necessariamente cultivar desejo de destruição ou vingança.
Em muitas leituras espiritualistas, o amor cristão é mais próximo de:
- lucidez;
- misericórdia;
- firmeza moral;
- ausência de crueldade,
do que de sentimentalismo ou permissividade.
O próprio O Evangelho Segundo o Espiritismo enfatiza indulgência e caridade, mas não pede que a pessoa abandone o bom senso ou a responsabilidade moral.
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